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Manter o equilíbrio e saúde financeira das empresas não é tarefa das mais simples. Sujeitas às mais diversas oscilações e à forte competição do mercado, avaliar seu desempenho de maneira ininterrupta é algo indispensável. Para isso, diversos indicadores financeiros, econômicos e contábeis foram criados ao longo do tempo, de forma a ajudar administradores e empresários a monitorarem suas atividades. Juntos, esses indicadores trazem um verdadeiro panorama dos negócios, um raio-x da empresa, e que permitem aos gestores decisões mais assertivas e conscientes.

Separamos, abaixo, alguns destes importantes indicadores. Cada um deles possui suas particularidades e reflete, a seu modo, o desempenho da empresa dentro de um cenário específico. Conhecer tais indicadores e, principalmente, adotá-los de acordo com as necessidades e realidades de cada negócio é mais do que um diferencial competitivo, mas algo fundamental para a boa saúde financeira da empresa.  

Principais índices para medir a saúde financeira da empresa

– Faturamento

Deve-se registrar diariamente todas as vendas realizadas pela empresa, anotando o que é vendido, as datas em que as vendas ocorrem, para quem se vende e, principalmente, o valor da venda. Estes dados devem ser compilados e monitorados frequentemente. Deve-se comparar as vendas diárias, semanais, mensais e anuais, observando todas as oscilações existentes, tanto para cima quanto para baixo. Com isso é possível descobrir sazonalidades e perceber oscilações, mesmo que pequenas, de forma rápida.

– Custos fixos e variáveis

Os custos fixos e variáveis devem ser acompanhados de perto, observando sempre se há a possibilidade de reduzi-los. Os custos incidem diretamente nos preços de venda e, assim, descuidar de seu acompanhamento pode prejudicar bastante a capacidade competitiva da empresa. Quanto mais detalhados e segmentados, melhor e mais fácil torna-se a atuação do empreendedor, que pode agir no sentido de reduzi-los e adequá-los à realidade do mercado.

– Fluxo de caixa

Resultados positivos no fluxo de caixa, ou seja, mais entradas do que saídas, são índices que evidenciam uma boa saúde financeira das empresas. O fluxo de caixa é um índice instantâneo, não depurativo e não pormenorizado, e justamente por isso oferece uma visão macro do negócio. É por meio dele que se tem uma visão imediata e geral sobre se as vendas estão indo bem.

– Margem de contribuição

Este índice pode ser definido como “o valor das vendas menos o valor dos custos variáveis e das despesas variáveis”. Entende-se por custos variáveis o que a empresa gasta para adquirir os materiais e produtos para vender ou prestar seu serviço. As despesas variáveis são, por exemplo, os impostos e comissões dos vendedores, que incidem apenas quando ocorre uma venda ou prestação de serviço. A margem de contribuição pode ser calculada de forma geral, para um período, ou de forma unitária, por produto ou serviço. Assim, ela permite ao empresário visualizar o quanto do valor das vendas sobra para pagar as despesas fixas e ter lucro. Para saber mais sobre a margem de contribuição, indicamos a leitura desta cartilha do SEBRAE.

– Crescimento patrimonial líquido

Este índice refere-se ao crescimento, ao aumento do patrimônio líquido da empresa. O patrimônio líquido, contabilmente, é a diferença entre ativos e os passivos de uma empresa. Ativos são todos os bens, valores e direitos a receber que a empresa possui. Passivos são todas as obrigações financeiras que a empresa precisa cobrir. O patrimônio líquido, portanto, é um indicador que evidencia a saúde financeira da empresa numa esfera ampla, e serve para elaborar prognósticos e elaborar estratégias futuras.

– Liquidez

São índices que medem a capacidade de pagamento das obrigações de uma empresa, o patrimônio disponível para tanto. Os índices podem ser de liquidez corrente, liquidez seca, liquidez imediata e liquidez geral. Alguns deles incluem todo o patrimônio circulante, outros excluem os estoques, outros consideram apenas o que há disponível em caixa e bancos e outros levam em conta direitos e obrigações a longo prazo. Os quatro devem ser mensurados e, juntos, permitem demonstrar a liquidez da empresa.

– Índice de endividamento

Mede o quanto dos ativos de uma empresa estão comprometido com dívidas de terceiros. Para obtê-lo, deve-se dividir o total da dívida de curto e longo prazo (passivo circulante e não circulante) pelo total dos ativos e, na sequência, multiplicar por 100 para se obter a porcentagem. Assim, chega-se ao percentual de quanto dos ativos já estão compromissados. Para se entender melhor este índice e compreender a composição da dívida, sugerimos a leitura deste material do SEBRAE.

Outros índices

Há que se dizer que existem muitos outros índices e indicadores, alguns mais gerais, outros mais específicos. Cada um deles permite vislumbrar determinada faceta de uma empresa, esmiuçando certos aspectos. Apesar de todo empresário precisar conhece-los, contar com profissionais de contabilidade qualificados é indispensável para a correta aferição dessas métricas. Muitos destes índices, inclusive, são regulamentados por lei, e precisam muitas vezes constar dos balanços e demais documentos contábeis das empresas.

Além do aspecto legal, a correta medição destes índices evita distorções e fornece aos envolvidos um conjunto de informações precisas indispensáveis para a tomada de decisões estratégicas. Eles, quando analisados de maneira conjunta, dão aos empresários e administradores uma visão geral e acurada dos negócios, permitindo-os manter a boa saúde financeira da empresa.