Se você tem seu próprio negócio já deve ter se deparado com o seguinte dilema: obter ou não alguma linha de crédito para ampliar o empreendimento? Nessa hora, é comum que surjam dúvidas e o receio de ficar “com a corda no pescoço”, sem condições de honrar esse compromisso e, pior, comprometendo a saúde financeira da empresa. Para esta matéria, preparamos um material informativo com as principais linhas de crédito e as soluções de investimento mais seguras, para ajudá-lo a tomar essa decisão.

Antes de mais nada, é preciso conhecer o perfil do seu negócio e entender para qual finalidade você precisa de crédito – ampliação, marketing, compra de insumos e equipamentos, fluxo de caixa, etc.

A boa notícia é que se você é Microempreendedor Individual (MEI) terá à disposição linhas específicas para este enquadramento.

A primeira delas vem dos bancos públicos e dos governos estaduais e federal. O Banco do Povo Paulista, por exemplo, oferece empréstimos que variam entre R$ 200 e R$ 20 mil, que podem ser quitados em até 36 meses com juros de 0,35% ao mês. No site do programa, é possível fazer uma simulação e obter informações sobre a concretização do financiamento. Você também pode buscar mais detalhes na sede da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho na sua cidade.

Outra saída está nos programas de microcrédito oferecidos por bancos públicos e privados. Estas linhas são voltadas para quem trabalha por conta ou possui pequenos negócios formais (com CNPJ) ou informais (sem CNPJ). O objeto do crédito é bem variado: você pode usá-lo para comprar mais mercadorias, reformar o ambiente de trabalho ou ampliar o fluxo de caixa para liberar o orçamento para outras finalidades. Em alguns casos, não é necessário ter conta em banco.

Para escolher a melhor proposta de microcrédito, é necessário comparar as taxas praticadas pelas instituições financeiras.

Cada vez mais procurada por micro e pequenos empresários, a antecipação de recebíveis pode ajudá-lo a obter mais rapidamente um recurso que já está programado, mas que por alguma razão você precisa obter antes do vencimento da duplicata ou da data do cheque – por exemplo. Neste quesito, a Exten tem os melhores consultores para ajudá-lo.

Adotada em casos emergenciais, a conta garantida é outra forma de reorganização do fluxo de caixa. Por meio dela, o banco garante o cumprimento de determinadas obrigações – como a folha de pagamento, por exemplo. O saque é rápido e pode ser feito no dia em que a operação foi autorizada. Sua principal desvantagem é a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que se houver descontrole pode superar as taxas de juros propriamente ditas.

Inovação

Se o ramo de atividade de sua empresa está ligado à pesquisa e à inovação, uma boa forma de obter crédito é por meio de programas que fomentam a produção de conhecimento e tecnologia. Para isso, é necessário ficar atento aos editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de agências de fomento estaduais.

Já o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) dispõe de uma linha de crédito específica para startups – o BNDES Garagem. Por meio deste programa, é possível conseguir até R$ 500 mil, com possibilidade de obtenção de até R$ 5 milhões adicionais caso a empresa se destaque entre as demais participantes.

Investimentos

Além das linhas de crédito convencionais voltadas para pessoas jurídicas, o investimento de outras pessoas pode ajudá-lo a encorpar seu negócio. Nesse caso, é sempre bom lembrar, o MEI não está incluído – porque microempreendedores individuais não podem ter sócios.

O empresário pode, por exemplo, vender parte do negócio para um sócio-investidor, responsável pela capitalização da nova fase do empreendimento. Já o investidor-anjo é a pessoa física interessada em contribuir com empresas que estão começando. Falando nisso, as incubadoras e as aceleradoras também são ideais para os empreendimentos em estágio inicial – mas isso já é assunto para um próximo post!