Tudo o que o microempreendedor mais quer para garantir o equilíbrio financeiro de seu negócio é segurança na hora de fechar a compra. E o boleto bancário, embora não seja o método mais moderno de faturar a venda, ainda é bastante utilizado. Razões para isso não faltam.

O boleto é um título de cobrança, normalmente emitido pelo banco no qual o prestador de serviços mantém a conta. E não precisa ser conta jurídica não, pode ser na conta pessoa física – embora a gente já tenha demonstrado as vantagens de abrir uma PJ MEI para seus negócios.

Para conseguir emitir o documento, basta habilitar com o seu gerente a função de recebimento de cobranças por meio de boletos. Os documentos são gerados em programas disponíveis na internet – alguns são pagos e outros são gratuitos. Algumas empresas ajudam a emitir os boletos, e cobram por documento emitido – as taxas variam entre R$ 3 e R$ 5.

O boleto é emitido pelo cedente (MEI) em nome do sacado (cliente) e é dividido em dois tipos de documento: o avulso, mais comum, ideal para compras isoladas, e o carnê, elaborado para compras parceladas. É preciso estipular uma data de vencimento e eventuais juros e multas em caso de atraso. 

Desde novembro do ano passado, os documentos vencidos podem ser quitados em qualquer banco, e não apenas naquele ao qual o cedente mantém conta.

Pronto, compra fechada, certo?

Infelizmente, ainda não. Você depende que o cliente pague o boleto. Muitos preferem essa forma de pagamento porque não trabalham com contas em vários bancos, e por isso não conseguem transferir e não sabem fazer TED ou DOC. Outros gostam do boleto porque julgam perder o controle com o cartão de crédito. 

No entanto, e se o cliente não paga? 

Bom, se você vende um produto, pode condicionar a entrega do item à quitação da fatura, que é o que todo mundo faz. Aí, se o comprador não quitar o boleto, basta que você não efetive a entrega e insista na cobrança, caso ele ainda tenha interesse no produto.

Porém, se você vende um serviço, que já foi prestado, será necessário protestar o nome do comprador. Para isso, você precisa ter meios de comprovar a compra, como uma nota fiscal ou um contrato de prestação de serviços. Mas essa dor de cabeça você também teria caso o compromisso de pagamento fosse em dinheiro ou em cheque, por exemplo.

Na torcida para que nada disso aconteça, esperamos ter ajudado a entender por que o boleto ainda é uma boa opção para MEIs.